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O MEU NAMORADO JÁ FEZ SEXO COM OUTROS HOMENS


MENSAGEM ORIGINAL:
O meu namorado é extremamente carinhoso, perfeito. Com o tempo ele foi se abrindo comigo em relação à sua sexualidade e hoje eu sou a única pessoa que sabe que ele já fez sexo com outros homens. O problema é que ele se sente atraído sexualmente (não emocionalmente) por homens, ou transexuais. Ele é muito honesto comigo, fala em filhos e futuro. Salvou-me de um relacionamento abusivo em que eu vivia há mais de 2 anos. Eu apaixonei-me por ele e sinto que não há nada que ele me possa confessar que me faça deixar de o amar. Eu aceitei que tivéssemos relações sexuais com um segundo homem. Mas ao mesmo tempo às vezes dá-me uma incerteza em relação a isto tudo. Não se isto vai evoluir pAra algo desconhecido. Ele garantiu-me que nunca vai fazer nada sem que eu saiba primeiro. Mas não sei o que fazer.
Maria

O MEU NAMORADO CONTINUA A MANDAR MENSAGENS PARA A EX


MENSAGEM ORIGINAL:
Estou um pouco perdida no meu relacionamento. Peguei no telemóvel do meu namorado e havia mensagens dele para a ex-namorada e vice-versa. Ele pedia para eles voltarem, e dizia que só estava comigo porque ela não quer ficar com ele. Estou a tentar terminar mas não consigo. Conversámos, ele pediu desculpa e disse que ela não representava nada para ele. Só que eu sinto que ele ainda gosta dela. Tenho medo que ela mude de ideias no futuro e ele possa simplesmente descartar-me.


Ana

PROBLEMAS COM A SOGRA





Carta original:
Estou com um problema enorme que está a enlouquecer-me: A MINHA SOGRA. Ela não deixa a minha vida e a do meu marido em paz. Tenho 6 anos de casada, sem filhos, e já estou com vontade de desistir por causa dela. Às vezes o meu marido mente-lhe e diz que vai trabalhar, só para poder ficar em casa comigo, senão ela vai para a minha casa e não nos dá paz. Não sei como é que hei de comportar-me. Às vezes tento tratá-la bem mas com o tempo muda tudo porque ela e a família são muito invasivos. Quase nunca vou a casa deles para não ser abusiva e ela faz ao contrário comigo. O meu marido fica dividido. Sei que ele ama a mãe mas parece que quer ter bons momentos comigo. Tem medo que ela fique magoada mas esquece que está a magoar-me. Não sei o que fazer. Ele não aceita conversar sobre o assunto. Estou a dar em doida.
Patrícia

TENHO UM CASO COM O MEU CHEFE





Carta original:
Ao fim de 3 anos de namoro, decidimos oficializar o nosso relacionamento. 5 meses depois ele respondeu a um email de uma ex, que era casada, a dizer que estava com saudades, etc… resolvo perdoar, mas depois disso nunca mais consegui sentir-me segura ao lado dele. Isso acarretou várias discussões e em algumas delas ele estava bêbedo e ameaçava-me. A culpa desses ataques de fúria, segundo ele, era minha. Ele sempre me fez acreditar que reagia daquela forma porque já estava cansado das minhas cobranças, sendo que discutíamos por motivos fúteis. Acabei com ele no ano passado e depois de 1 mês reatámos com a condição de ele não beber mais. Entretanto, envolvi-me com o meu chefe, que tem um filho e é casado há quase 2 anos. Esse envolvimento já dura há 1 ano e 6 meses, ou seja, envolvi-me com ele quando ele tinha 6 meses de casado. Enfim, mantenho o meu relacionamento com o meu namorado e com o meu chefe, e muitas vezes sinto-me culpada por isso, em relação ao meu namorado. Durante este último ano, o meu namorado voltou a beber socialmente, só que no último mês ele teve outro ataque de fúria e expulsou-me da casa dele. Senti-me muito humilhada. Ao fim de um tempo conversámos, ele chorou muito e mostrou que se arrependeu… pediu-me em casamento… Estou insegura em relação ao que sinto, pois quando estou magoada é como se tivesse um bloqueio em mim, e não consigo apegar-me enquanto a mágoa não passa. Ao mesmo tempo envolvo-me cada vez mais com o meu chefe. E ele também… mas sinto que nunca se irá separar, pelo menos por agora, por causa do filho de apenas 2 anos. Tenho medo de casar e depois a minha mágoa não passar. Há momentos em que me sinto muito feliz ao lado do meu namorado. Mas há momentos em que eu não o quero ver. Enfim, estou muito confusa. Por um lado, não quero abrir mão do meu relacionamento de 6 anos mas tenho medo de um dia o meu chefe querer assumir o nosso relacionamento.
Isabel

A MINHA MÃE PRENDE A MINHA LIBERDADE






Carta original:
Trabalho e estou a fazer uma pós-graduação. Apesar de todas essas responsabilidades tenho um problema com a minha mãe que me atormenta muito. Infelizmente, ela foi criada com pensamentos antiquados, mas as coisas mudaram. Eu namoro há 1 ano e meio e a minha mãe não me deixa passar um fim-de-semana fora com o meu namorado. Controla quantas vezes é que eu vou a casa dele… Não o deixa dormir em nossa casa (mesmo em quartos separados) e o mesmo quanto a eu dormir na casa dele. Gosto muito do meu namorado por isso resolvi procurar ajuda, pois não quero que este relacionamento termine. O que devo fazer? Preciso viver com o meu namorado, sair da rotina. Ela sabe que tenho uma vida sexual já ativa. Mas também sabe que sou muito dada à família. Todos os domingos almoço em família, levo o meu pai e o meu avô ao médico, estou sempre preocupada e e dedicada. Acho que a minha mãe tem medo de me perder e prende a minha liberdade. É como se eu visse a minha vida passar e eu não fosse a protagonista, mas antes a telespetadora.
Carolina

NÃO QUERO CASAR COM A MINHA NAMORADA





Carta original: 
Sou filho único, gosto muito da vida que levo como solteiro, tenho tudo o que preciso. Acontece que tenho uma namorada há 3 anos, ela tem uma filha adolescente (tenho boa relação com a filha). Conhecemo-nos desde sempre, conheço bem a família, etc. Acontece que ela tem o sonho de casar pela igreja com todo aquele protocolo, e não abre mão disso. Mas apesar de gostar muito dela e admirá-la em muitos aspetos, não me sinto seguro para casar, pois tenho alguns medos e traumas em relação ao casamento, principalmente casamento com uma mulher com filhos. Além, é claro, de gostar muito da minha liberdade e independência como solteiro. Mas ao mesmo tempo não queria perdê-la, gosto de estar com ela, entendemo-nos bem... Já propus vivermos juntos e fazermos o teste para ver se consigo superar isto, além de ser mais simples separarmo-nos caso não desse certo, mas ela não aceita. Neste momento estamos afastados, pois ela deu-me um prazo de 30 dias para pensar, caso contrário não voltaremos. O que é que eu faço, será que vale a pena abrir mão da vida de solteiro de que gosto e casar para realizar o sonho dela? Será que não terei conflitos com a filha dela por não ser o pai? Será que consigo mudar e ser feliz?
Sousa

O MEU NAMORADO NÃO QUER CASAR




Carta original:
Namoro há 9 anos, não tenho dúvidas do amor que sentimos um pelo outro, respeitamo-nos muito, temos muito carinho, somos muito companheiros, viajamos e todos os fins-de-semana, feriados e folgas estamos juntos, um casal perfeito sexualmente. Porém, não acho normal a forma como ele trata o casamento, pois sempre que eu falava em casamento ou em morarmos juntos, ele tinha uma desculpa, ou era a parte financeira que nos iria prejudicar, ou a minha mãe que não o aceitava, e que de há 6 meses para cá o aceitou na família. Esta semana tomei uma decisão e conversámos, disse-lhe que se não fossemos morar juntos, não poderíamos continuar. Ele respondeu-me dizendo que não sabe o que é que está a acontecer, mas não consegue pensar nessa possibilidade, não que não queira morar comigo, diz que parece uma barreira. Cheguei ao ponto de pedir para terminarmos para que eu possa encontrar alguém que queira casar comigo e, aos prantos, ele concordou, porque não consegue lidar com essa situação. Acho estranho, gostaria muito que me ajudasse, porque não sei o que fazer.
Luciana

CONHECI OUTRO HOMEM PELA INTERNET





Carta original:
Sou casada há 4 anos e tenho uma filha de 9 meses. Eu amava muito o meu marido. Conheci outro homem pela internet, começámos a conversar pelo MSN como amigos, tudo normal. Até que no terceiro dia de conversa ele disse que sentia a minha falta se eu não entrasse no MSN. E eu também sentia a falta dele… Começámos a usar nomes carinhosos. Dizíamos um ao outro que tínhamos perdido o juízo… Ele também é casado há 1 ano… Moramos em cidades diferentes e não vemos a hora de nos encontrarmos. Só nos conhecemos por foto e agora eu estou com ciúmes dele com a esposa. Falamos praticamente todos os dias por MSN. Quero separar-me para saber o que sinto por ele mas tenho medo de me arrepender depois… Já não amo o meu marido e tudo o que ele faz de errado ou me irrita e muito… o que é que eu faço?? Estou perdida.
Kati

O MEU MARIDO NÃO ME PROCURA SEXUALMENTE



Carta original:
Tenho 26 anos e sou casada com um excelente homem: extremamente carinhoso, atencioso, responsável, que me faz declarações diariamente. O problema é que ele me procura pouco na cama, demora uns 30 dias ou mais. Quando eu o procuro, ele retribui, mas normalmente eu espero para ver se ele tem a atitude de me procurar. Eu não entendo, isso não é um tanto contraditório? Ama-me tanto e não me deseja na mesma intensidade? Será que o amor que ele sente por mim não é o mesmo que há entre um homem e uma mulher, erótico, e sim um amor de irmão, amigo? Só sei que isso me causa muita angústia...
Layane

DESCOBRI QUE FUI TRAÍDA




Carta original:
Tenho 45 anos, 18 anos de casamento e uma filha de 15. Descobri há aproximadamente 1 ano que fui traída pelo meu marido e fiquei muito mal, como é de calcular. Sei que com os homens tudo é possível até porque ele é muito comunicativo e é fácil conhecer pessoas mas quando isto acontece achamos que não merecemos tal dor. Andávamos numa fase um pouco má com várias discussões mas nunca pensei que ele era capaz de tal coisa. Pelo meu casamento e pela minha filha resolvi aceitar as suas explicações e desculpas pensando que conseguia ultrapassar esta situação mas com o tempo cada vez é pior, todos os dias penso nisso. Li conversas dele com a amante e isso não me sai da cabeça, gostava de ter uma opinião sobre o que devo fazer porque para além de ele até estar mais meigo e de ser um bom pai, eu deixei de confiar nele e sei que basta qualquer contrariedade entre nós para que volte a acontecer.
Sandra

SALVAR O CASAMENTO






Carta original:

Ando desde há algum tempo à procura de ajuda, por vezes penso que exagero (já cheguei a "consultar" tarot, mas que não foi nada positivo para o meu problema e que por isso ainda aumentou a minha preocupação). Estou casada há cerca de 11 anos e deste casamento temos dois filhos. Durante o namoro saímos muito, ele estava sempre a oferecer-me presentes, parecia não querer separar-se de mim. Com o casamento a situação alterou-se. Passou a sair sozinho com os amigos (em média 2 vezes por mês entre aniversários e festas.). No início ainda lhe pedia para ir com ele e ele justificava o facto de não o acompanhar dizendo que eram só colegas e que eu não me iria sentir bem. Isto aconteceu algumas vezes até que a dada altura me cansei de me chatear com isso. No entanto, nunca perdia a oportunidade, em altura de discussões, de lhe "atirar" isto à cara, dizendo-lhe que só saía com os amigos e com a esposa nunca se dava ao trabalho de sair. Nunca mais fomos a uma discoteca ou ao cinema juntos. Com o nascimento dos filhos a minha atenção virou-se mais para eles, até porque o meu marido sempre foi um pai ausente, por motivos profissionais, e quando podia estar com eles arranjava sempre algo para fazer (chegou a confessar que por vezes vinha mais tarde para casa - quando já estava tudo a dormir - para não se chatear). Em público nunca foi pessoa de muitos afectos (salvo durante o namoro), mas em casa a situação alterava-se. Confesso que no início, e como eu não estava habituada, o reprimi um bocado, o que originou um certo afastamento. No início do casamento os problemas surgiram mas devido à proximidade dos pais dele. A minha sogra sempre se meteu muito na nossa vida, mais comigo do que com o filho, pois ele não lhe dava muita importância. Ela queria assegurar-se de que o filho não sairia das asas dela. Alguns anos após o casamento consegui convencê-lo a comprarmos casa. Felizmente para mim, o meu marido sempre separou muito bem as "águas" mostrando à mãe que eu sou mulher dele e mãe dos seus netos e que por isso "mando" mais do que ela. Estas divergências acabaram também por influenciar os primeiros anos de casamento e não são raras as discussões que não acabem a falarmos das nossas famílias, o que acaba por magoar-nos. O casamento foi-se mantendo com algumas crises ultrapassadas com maior ou menor dificuldade. O maior problema surgiu quando eu tive a possibilidade de ingressar numa carreira que me dava mais motivação, mais dinheiro, mais realização profissional. No início foi mais fácil pois fiquei por casa. Passados cerca de 3 anos tive que me deslocar (por causa deste trabalho) para mais de 300 Kms de casa, na perspectiva de que após 3 ou 4 anos regressasse a casa. Durante estes primeiros anos falámos da possibilidade de ele ir comigo, situação a que não se opôs. Também não lhe ocultei o facto de querer levar os filhos comigo. Os problemas começaram a agudizar-se logo 1 mês depois de começar a ausentar-me durante a semana (aos fins-de-semana sempre fui a casa, quando os nossos filhos estavam doentes era eu quem os levava ao médico, era eu que falava com a professora - apesar de distante fisicamente sempre estive muito próxima deles). Ele disse que não sabia se iria aguentar a situação, pois iríamos perder muito como casal, que tinha medo de não me conseguir perdoar por lhe ter desfeito um sonho e pensando no dia em que os filhos iriam comigo seria muito pior. Realmente, ele chamou-me a atenção para o que está a suceder agora. Durante o ano passado as nossas conversas acabavam quase sempre em discussão, no entanto, a nossa intimidade sempre esteve salvaguardada. Confesso que não é nada fácil lidar com esta situação, pois os ciúmes acabam por ser muito maiores, e quando nos vêm dizer que o nosso marido anda envolvido com outra, apesar de nunca terem visto nada (pois apenas tomavam café, fumavam juntos e iam às festas de trabalho juntos), o certo é que me fez vacilar. Confrontei-o com esta situação e ele sempre me negou este envolvimento, mas o certo é que depois da ida dos nossos filhos para junto de mim ele tornou-se mais distante. Já há muito não o ouço dizer que me ama, que ainda gosta de mim, e esta incerteza tem-me minado por dentro. Há cerca de 2/3 meses começámos a dialogar normalmente. Ele diz-me que sabe que está a fazer-me sofrer, que inconscientemente me culpa pela distância, mas que conscientemente sabe que eu fiz a melhor opção e me irá apoiar sempre nesta minha decisão de mudar de vida. Inicialmente ainda se colocou a hipótese de ele deslocar-se também para onde estou a trabalhar, mas depressa abandonou essa hipótese e neste momento, não quer falar sobre esta situação. Tenho lido e falado com algumas pessoas que me tentaram ver a situação pelos dois pontos de vista. Sempre lhe disse que compreendia e aceitava o que ele estava a passar, mas que estava já a chegar ao meu limite, pois quando fala comigo é sempre com "sete pedras na mão". Já há muito que não tem um carinho para comigo, apesar de demonstrar preocupação. O problema, penso eu, é que não se consegue abstrair da ausência dos filhos, e ao fim-de-semana "vive" para os filhos e não quer saber de mim. Diz-me que eu também mudei, pois estou muito mais exigente na forma como nós estamos do que anteriormente. Já lhe justifiquei que mudei, mudei sim, pois as saudades durante a semana são tantas que ao fim-de-semana tento conjugar todas as forças para investir na relação e na família. Há um tempo atrás pediu-me mais espaço, pois eu queria sempre a sua atenção, não o deixando estar sozinho com os filhos. Entendi a situação e agora estou a dar-lhe mais espaço. Tudo isto para enquadrar o problema. Agora fala em separação. Diz-me que não sabe se consegue ultrapassar esta fase, que está a ser muito difícil para ele, que sabe que me magoa, mas não consegue agir de outro modo e que se soubesse que seríamos todos muito mais felizes separados não tinha dúvidas nenhumas. Não o consigo fazer abrir-se para mim. Já o questionei se ainda gostava de mim o suficiente para tentar recuperar o que ainda pode ser recuperado e ele responde-me que não sabe se será já tarde de mais. Já ponderei a hipótese de os nossos filhos regressarem para junto do meu marido, pois eu aguentei muito melhor a separação do que ele, mas ele diz-me que neste momento não tem tempo para eles (pois a sua vida profissional não lhe permite). O discurso dele, por vezes, é contraditório. Já tentei que ele aceitasse a ida a uma consulta de terapia conjugal, mas ele recusa-se. Neste momento, estou a tentar dar-lhe espaço mas por vezes sinto-me colocada de lado, pois acho que os filhos têm todo o direito de estar com os dois pais ao mesmo tempo. Ele muito dificilmente se abre comigo (é o problema de os homens falarem dos seus próprios sentimentos?!...). Tenho-lhe dito constantemente que o amo, que quero lutar pelo casamento, pois acho que ainda há muito que fazer, mas não consigo obter nenhuma resposta da parte dele. Eu sei que ele está magoado comigo e com o mundo, que ainda não aceitou a nossa separação física, a separação dos filhos, que a cabeça dele também ainda não encontrou qualquer resposta. Sei que ele está muito confuso. Gostaria de o ajudar, já tentámos conversar para encontrar alguma solução mas nunca conseguimos. Já não sei o que fazer. O que posso fazer para o ajudar a superar esta situação e ajudá-lo a descobrir o que quer para a sua vida, para a vida dos filhos e para a nossa vida?
Catarina

QUERO O DIVÓRCIO






Carta original:

Estou casada há 15 anos (após um Namoro de 10) e tenho um filho com 14. Sinto que ele se está a transformar numa pessoa que não reconheço e com quem todas as hipóteses de diálogo estão esgotadas. Não houve infidelidades ou outros problemas de maior, apenas um copo que encheu. Estou a dar um prazo a mim mesma para ter a certeza mas parece-me que a decisão é irreversível - quero o divórcio. Ao fim de 25 anos com esta pessoa, ridiculamente, não sei como iniciar a conversa (quero dizer-lhe primeiro, sem jogos de bastidores nem consultas a advogados prévias e esperar que consigamos resolver tudo com lealdade).
Rita

TRANSTORNO ANSIOSO








Carta original:
Estou a pedir ajuda para uma situação que me está a limitar. Desde há quase 1 ano que sinto uma pressão enorme na cabeça, como se tivesse um capacete. Contactei a médica de família e, por ter casos de tumores no cérebro em familiares, a médica sugeriu um TAC. Ao fazer o TAC senti-me pior - aqueles minutos foram desconfortáveis com a sensação mais presente. Após receber o resultado do exame, que mostrou que estava tudo bem (graças a Deus) senti um grande alívio e tentei descontrair. Tenho descansado mais, apesar de por vezes dormir mal, com ataques de pânico que me acordam assustada, assim como pesadelos frequentes que me parecem tão reais. Ultimamente a pressão que sentia está atenuada mas surgiu um outro sintoma, o pulsar do coração como se estivesse no cérebro. É uma sensação que aparece várias vezes ao dia e me transtorna tanto na concentração como na visão. Peço a sua ajuda para saber se devo consultar um psicólogo ou um neurologista. Quero acrescentar que tenho 36 anos, sou mãe de duas meninas (de 7 e 11 anos), sofri um aborto espontâneo há 1 ano, sinto-me infeliz no casamento, há atritos familiares, e desde que as minhas filhas nasceram que me tenho dedicado à família.
Maria

PAIS SEPARADOS




Carta original:
Tenho uma menina com um ano... O pai dela foi para casa dos pais por desentendimentos com a minha família. Queríamos muito arranjar uma casa mas não temos possibilidades, por isso estamos separados. Só estamos juntos ao fim-de-semana e eu tenho vindo a descobrir que ele marca encontros com outras raparigas. Não sei o que fazer, estou e entrar em depressão. Ele nega tudo mas eu vi as mensagens no telemóvel dele. O que faço? Estou desesperada.
Tânia

SOU INSEGURA





Carta original:
Tenho 22 anos e ultimamente tenho reflectido muito sobre a minha vida, apercebendo-me de que nunca fui feliz porque tenho uma auto-estima baixa, sou insegura, solitária e ansiosa. Sinto que nunca aproveitei bem a minha vida porque dentro de mim existe sempre um conflito constante: sei que tenho algum problema mas não consigo alterá-lo, pois ninguém sabe o que verdadeiramente se passa comigo, e como tal não tenho qualquer apoio quando arranjo desculpas para desistir de procurar ajuda profissional. A razão de desistir? Não sei ao certo, mas confesso que estou a chegar ao meu limite, dado que já tive várias depressões (apenas uma delas diagnosticada, tratada com antidepressivos mas sem psicoterapia) e sofri sempre em silêncio. Há poucos meses tive outro episódio depressivo (se é que assim lhe posso chamar), e com muita vergonha admito que ao longo da vida, pontualmente, pensei que se morresse seria melhor, mais fácil. É-me difícil admitir tudo isto, porque sinto vergonha perante mim própria (imagine-se perante os outros), sinto-me fraca - não acho que tenha razões para ter baixa auto-estima ou ser insegura; pelo contrário, sou uma rapariga bonita e inteligente. Este padrão de comportamento persegue-me, numa ou outra medida, desde a infância. Recordo- me de ser muito insegura e dependente, e não sei a razão, pois os meus pais, apesar de a maior parte da sua vida conjugal ter sido muito conturbada, sempre me deram muito amor. E o resultado de tudo isso é o que se pode esperar de pessoas mal resolvidas: nunca tive grandes amizades, sou tímida e insegura, o meu primeiro relacionamento foi um falhanço total já que o meu primeiro amor era emocionalmente/psicologicamente (e, por vezes, fisicamente) abusivo. Hoje tenho um namorado muito calmo, carinhoso, que gosta muito de mim e tem muita paciência comigo. Mas eu sou fonte de conflito neste relacionamento, agindo muitas vezes tal como um dos meus pais agia no casamento, e tal como o meu ex-namorado agia para comigo. Sempre fui bem-sucedida nos estudos, apesar de ter altos e baixos devido a esta instabilidade emocional. Hoje estou a tirar um curso superior e não sou tão bem-sucedida quanto antes, e sei que poderia ser melhor se não fosse esta insegurança! Tenho medo porque sei que estou a prejudicar a minha vida no presente, e que isto se irá projectar no meu futuro... Não sei a razão de tudo isto, gostaria de acreditar que esta não é a minha personalidade, que não nasci para ser infeliz, e que eu consigo mudar, porque continuando desta maneira, tenho a certeza de que nunca serei feliz.
Marisa

DEPRESSÃO PÓS-PARTO NÃO TRATADA






Carta original:
Fiz uma depressão pós-parto há cinco anos, voltei a ser mãe há um ano e sinto que esta nunca ficou bem resolvida, não com o filho mais novo mas sim com o mais velho. Os sintomas estão mais atenuados mas na realidade estão aqui. Na altura fiz acupunctura e tomei um antidepressivo natural, tentei psiquiatria mas não correu bem. Estou super cansada e consciente de tudo.
Manuela

TRAIÇÃO COM COLEGA DE TRABALHO





Carta original:

Tenho 27 anos e estou com o meu marido há 13 anos, estando casada há 7 anos. Há cerca de 6 meses comecei a desconfiar que ele mantinha uma relação com uma colega de trabalho pois sempre que eu ia ao computador e ao telemóvel dele (empresa e particular) estava sempre lá o nome dela. Confrontei-o diversas vezes e ele sempre negou. Comecei a sentir-me deprimida com o afastamento dele e só discutíamos. Fui à minha médica, que me conhece desde criança, que ao ver- me assim alterada prescreveu-me antidepressivos e, como eu não dormia, comprimidos para dormir. Há cerca de duas semanas descobri que afinal sempre tinha razão pois encontrei gravadas no computador dele diversas conversas com a tal colega onde falavam de sexo e que no final ele dizia que a amava. Confrontei-o e ele disse-me que não sabia porque tinha acontecido aquilo. Começou por falar com ela sobre os problemas do trabalho e posteriormente os do nosso casamento. Disse que ela o ouvia sem criticar ou discutir e que uma coisa levou à outra. Que nunca teve sentimentos por ela e que trocaram apenas um breve beijo. Sinto-me magoada, traída, pois aquilo que eu mais amava nele era a sua honestidade. Estamos juntos mas não o consigo perdoar. Ando fisicamente doente com toda esta situação. Descobri ontem que ela tinha criado um e-mail para ele falar com ela com o nome dos dois, de forma a não serem apanhados. Ele diz que era tudo inocente e que não considerou as consequências daquilo que estava a fazer. Eu quero acreditar nele pois nunca o vi tão abatido, com tanta dor na cara e nós já passámos por muito juntos. Acredito que tenha sido mesmo como ele diz mas não consigo esquecer ou ultrapassar. Continuo desconfiada e muitas vezes acordo a meio da noite sem conseguir respirar com uma imensa dor e pressão no peito. O que acha doutora? Fiz bem em decidir continuar com o nosso casamento? Eu ainda o amo muito, sei que não consigo viver sem ele, temos dois filhos juntos, mas por outro lado sinto-me idiota em dar o meu coração novamente para ele o magoar.
Rafaela

DESILUDIDA COM A VIDA





Carta original:

E o que fazemos quando se teve uma vida muito complicada como criança e jovem mulher e depois se trabalhou arduamente, mesmo que isso implicasse deixar de ver a filha o suficiente, para mais tarde nos "cortarem" a profissão, nos porem a fazer um trabalho que odiamos, e um dia ver a nossa filha em coma (recuperou felizmente), ter um processo disciplinar por faltas dessa altura, ficar com fibromialgia, ver o nosso corpo transformar-se num monstro, e acabar por ser um "boneco" nas mãos de uma entidade patronal, ao ponto de preferir fazer um acordo e sair, mesmo sabendo que nunca mais vou ter outro emprego...  A Vida não presta, nunca prestou. Com 51 anos já ninguém me quer para trabalhar, muito menos naquilo que eu gostava e sabia fazer...  A minha vida dava um conto, costuma-se dizer... Pois até que dava, um e com laivos de terror...
Marisa

ANDAR COM UM HOMEM CASADO

Tenho 25 anos e sinto que estou a morrer a cada dia que passa! Vivi cerca de 3 anos com um homem estupendo a todos os níveis e que, acima de tudo, me amava incondicionalmente, no entanto, nunca me senti verdadeiramente apaixonada por ele e no que respeitava a relações sexuais eram quase inexistentes porque eu não tinha qualquer desejo por ele. A certa altura conheci um colega de trabalho e desde a primeira vez que o vi fiquei completamente fascinada por ele. Ia para casa a pensar nele, voltava para o trabalho a pensar nele... Enfim, tudo se começou a resumir a ele até que fui fazendo "investidas" demonstrando assim o meu interesse. Um dia, num jantar de colegas de trabalho, envolvemo-nos e começámos então com encontros regulares (ele também mantinha uma relação já de algum tempo com outra pessoa). Com o tempo vi que não estava a aguentar viver numa mentira e decidi sair de casa, abdiquei de toda uma vida de luxo e de um homem que gostava verdadeiramente de mim e fui viver sozinha. Fi-lo também para poder viver em plenitude esta relação. A partir daí os encontros passaram a ser muito mais regulares, quase todos os dias, porque ele tem a casa oficial no Norte e trabalha comigo em Lisboa, e só vai a casa aos fins-de-semana. Já passou um ano e as coisas continuam na mesma, ou seja, passa a semana inteira a dormir comigo, a fazer programas comigo, a levar-me a jantar fora etc., divertimo-nos imenso e passamos momentos verdadeiramente inesquecíveis. O problema é que eu já não consigo viver nesta situação por muito mais tempo. Amo-o demais para ser a outra, a minha vida resume-se a ele e quando chegam os fins-de-semana é como se fosse morrendo aos poucos porque sei que está com outra e está provavelmente a fazer-lhe aquilo que me faz a mim durante a semana. Já falámos diversas vezes sobre o assunto. Ele diz-me que gosta imenso de mim, como sou a mulher mais bonita com que alguma vez já esteve, como sou a primeira mulher a dar-lhe o sexo mais fantástico da vida dele, como adora estar comigo, como pensa em mim nos fins-de-semana, etc., mas quando chega a parte em que lhe digo que as coisas não podem continuar assim e ele tem de escolher, ele escolhe sempre o querer acabar a relação que tem comigo porque sabe o quanto me está a fazer sofrer e diz também que não suporta ver-me na depressão em que me encontro. Confronto-o muitas vezes com isso e pergunto-lhe como é que é tão fácil para ele abdicar de mim, no entanto, ele diz que não é fácil e que eu não faço ideia de como lhe custa fazer isso. Na verdade, cada vez que falamos disto ele acaba também por chorar, depois eu digo que vou pôr um fim a isto e ele diz que é o melhor, começa a ir embora e eu acabo por nunca deixar; corro sempre atrás dele peço-lhe para ficar novamente e as coisas voltam sempre ao mesmo. Falamos algumas vezes da relação que ele mantêm com a outra e as coisas que ele diz a esse respeito são sempre más, então eu confronto-o perguntando se é tudo mau porque é que ele não fica comigo mas ele nunca sabe o que dizer. Pergunto-lhe porque está comigo e acaba sempre por me dizer que é por nunca ter conhecido alguém tão especial como eu. Como nunca acredito digo-lhe que me pode dizer a verdade e confronto-o dizendo que está comigo só por causa do sexo e quando digo isto ele fica completamente ofendido, diz que se quisesse sexo tinha em outros lados e diz que para ele chega desfrutar da minha companhia, diz que chegam-lhe os carinhos que fazemos um ao outro e que não precisamos de fazer sempre sexo (embora façamos todos os dias). Diz que tem um sentimento muito grande por mim. Não tenho forças para deixá-lo, no entanto, sinto que também já não tenho forças para continuar assim... Nunca acredito em nada do que me diz, penso que está sempre a mentir, passo a vida a ver o telemóvel dele às escondidas. Ando a ficar louca com isto porque faço filmes na minha cabeça e nunca são a meu favor. Sinto que a traição é comigo porque na minha cabeça é quase como se eu fosse a legítima porque sem dúvida neste último ano ele passou todas as semanas comigo enquanto que com ela só partilhou alguns fins-de-semana. Não sei como ultrapassar isto, só sei que não durmo, não como, não saio com ninguém, passo a vida a olhar o telemóvel porque dependo de uma mensagem dele para começar o meu dia, passo o dia a tentar saber onde está, com quem, a fazer o quê.., Sinto que estou obcecada por ele.., E não sei o que este homem quer de mim nem tão pouco como consegue manter estas duas relações já há tanto tempo.
A.

Quase todas as pessoas ambicionam encontrar alguém por quem se apaixonem e com quem se sintam seguras para viver a dois. Não raras vezes, cruzamo-nos com pessoas que consideramos estupendas e que mostram que gostam de nós de forma genuína, mas o facto de não sentirmos o mesmo amor leva-nos a deixá-las para trás. A isto também chamo inteligência emocional, na medida em que não faz sentido mantermos uma relação com alguém que acarinhamos mas que jamais amaremos no sentido romântico. Mas se isto é verdade, também não faz sentido que mantenhamos uma relação com alguém que mostre que não nos merece e/ou que não investe na relação na medida em que gostaríamos.

Não posso fazer quaisquer conjecturas acerca do que o seu companheiro sente por si e muito menos me passaria pela cabeça ajuizar sobre o sofrimento dele nesta situação, mas posso e creio que devo chamar a sua atenção para algo que me parece óbvio: a leitora está a dar muito mais do que recebe. Apesar de esta não ser uma situação confortável para si, o seu companheiro tem sido muito claro no que diz respeito à importância que a leitora ocupa na vida dele. Repare que apesar dos momentos positivos que têm vivido a escolha dele está feita - o seu companheiro não concebe, de todo, a possibilidade de ficar ao seu lado, deixando a mulher que tem no Norte.

Ainda que a vossa relação não seja exclusivamente marcada pela intimidade sexual, a verdade é que esta é provavelmente a grande mais-valia da relação aos olhos da pessoa que ama. De resto, está claro para mim que a leitora não está a receber aquilo de que precisa para se sentir feliz, segura, e isso estará a afectar a sua auto-estima. O facto de se sujeitar a viver numa relação em que é "a outra" pode estar relacionado com fragilidades antigas que podem e devem ser alvo de análise cuidada. A leitora é demasiado nova para se acomodar a uma situação em que é claramente desrespeitada e prejudicada. Bem sei que lhe é difícil romper uma relação com a pessoa por quem, apesar de tudo, se sente apaixonada, mas é tempo de pensar verdadeiramente em si, nas suas opções e naquilo de que precisa para ser feliz. Não sendo fácil dar estes passos sozinha, peça ajuda especializada. Um psicólogo experiente ajudá-la-á a gerir melhor as suas emoções.

DAR UM TEMPO

Tenho 28 anos e terminei muito recentemente uma relação de 9 anos, em 5 dos quais vivemos juntos. Eu e o meu namorado sempre nos demos bem, tirámos o curso juntos e desde então a procura por trabalho é constante, mas é muito difícil. Eu já comecei a trabalhar e ele não. Quando isso aconteceu os problemas entre nós agravaram-se e o terminar e recomeçar a relação foi constante. Eu sempre lutei muito pela nossa relação, para que desse certo, mas da parte dele não sentia isso, sentia que ele deixava andar e me tomava como garantida. Recentemente com um novo término da relação ele ficou sem me falar alguns dias, e quando veio ter comigo eu disse que estava terminado. Ele disse que não podia ser, que me ama muito e que só agora percebeu o que estava a perder... Eu estou baralhada, pois sinto que o que sentia por ele já não é o mesmo... Já não o amo com a mesma intensidade... Desta forma, pedi-lhe para darmos um tempo na nossa relação pois eu preciso de ter a certeza dos meus sentimentos. Neste momento a minha principal preocupação é se ele está bem, se está a sofrer, se o estou a magoar... Não consigo deixar de pensar nisso, nem nele, mas sinto que neste momento é o mais correcto a fazer. Porém, estou com medo de este tempo me afastar ainda mais ao ponto de acabar com o que ainda sinto por ele. Estou tão desorientada... Já nem sei se o que fiz foi bem ou mal.
M.

Todas as relações amorosas incluem ciclos, períodos de maior proximidade e períodos de maior afastamento. Ao fim de 7, 8 ou 9 anos de relação, é natural que a leitora e o seu namorado já tenham passado a fase de enamoramento e que também já tenham tido oportunidade de aceder aos defeitos e fragilidades de cada um, já tenham divergido e negociado em relação a inúmeras matérias. Mas isso não quer dizer que possam tomar o outro como garantido e muito menos que não haja mais negociações pela frente. Pelo que me é dado a perceber, o facto de terem passado para uma nova etapa em termos profissionais terá desencadeado algumas "lutas de poder" que não foram bem resolvidas. A leitora ter-se-á queixado, terá dado a conhecer a sua insatisfação e as suas reivindicações e o seu namorado não terá sido capaz de corresponder, daí que se sinta mais distante e porventura desapontada. É por isso que os seus sentimentos e a sua ligação ao seu namorado não são tão intensos. Parece-me claro que ainda gosta do seu namorado, até porque os afectos não desaparecem da noite para o dia, mas é possível que esses sentimentos digam respeito ao carinho e à preocupação com o bem-estar com a pessoa com quem viveu boa parte da sua vida adulta. Tanto quanto me é dado a perceber, este afastamento físico pode implicar a agudização do fosso emocional, sim, mas também pode servir para que cada um discirna sobre o que sente e possam, assim, tomar decisões ponderadas, sem pressão. Reaproximar-se do seu namorado pelas razões erradas (acomodação ou pena, por exemplo) fá-los-á infelizes, pelo que não deve sentir-se embaraçada por precisar de tempo/espaço para organizar o seu coração.